sábado, 10 de abril de 2010

Oceanos e Mares

Mares - "pedaços" dos oceanos

Vimos que os oceanos são as grandes massas líquidas da Terra. Pedaços menores dessas massas, localizados próximos do litoral ou no interior dos continentes, são chamados mares. Podemos dizer, portanto, que mares são partes menores e menos profundas dos oceanos, que estão em contato direto com o continente. Podemos encontrar vários tipos de mar, que re¬cebem nomes diferentes das massas oceânicas a que pertencem e possuem características próprias: - Mares abertos ou costeiros. Algumas vezes, partes do oceano que se estendem ao longo da costa recebem nomes especiais, como o mar da China e o mar do Japão - partes do oceano Pacífico, que banha esses dois países. - Mares interiores ou mediterrâneos. São ma¬res que ficam "presos" entre os continentes e se co¬municam com os oceanos através de uma pequena passagem, chamada estreito. O mar Mediterrâneo é um exemplo de mar interior. Ele se comunica com o oceano Atlântico através do estreito de Gibraltar, lo¬calizado entre a costa da Espanha e a do Marrocos. - Mares fechados. São mares isolados dentro do continente, sendo um pouco maiores do que um la¬go, como, por exemplo, o mar Cáspio e o mar de Arai, na Ásia central, e o mar Morto, no Oriente Médio. Vamos abordar a seguir algumas característi¬cas importantes das águas dos mares e oceanos.

Temperatura

As águas dos oceanos são responsáveis pelo equilíbrio climático do planeta. Como vimos no ca¬pítulo 12, elas absorvem o calor do Sol e o liberam va¬garosamente para a atmosfera, influenciando o clima. A radiação do Sol aquece os oceanos e conti¬nentes. Ela não é igual em todos os lugares da Terra. É mais intensa na região equatorial e mais fraca nos pólos. Portanto, a temperatura das águas dos ocea¬nos é mais alta no Equador do que nos pólos; maior na superfície do que em águas mais profundas e mais altas no verão do que no inverno.

RESSURGÊNCIA

O fenômeno da ressurgência ocorre quando águas profundas e frias dos oceanos vêm para a su¬perfície. Essa troca pode ser provocada por ventos que afastam as águas quentes superficiais ou por movimentos semelhantes a um redemoinho que traz as águas frias para a superfície. As águas mais frias possibilitam a existência do fitoplâncton, comunidade de pequenos vegetais e animais que servem de alimento para peixes maiores, favorecendo a atividade pesqueira. A ressurgência acontece na costa atlântica da África, na costa do Peru e na costa oeste dos Estados Unidos. No Brasil, ocorre no litoral do Rio de Janeiro, nas proximidades de Cabo Frio, razão pela qual a cidade recebeu esse nome.

Salinidade

As águas do mar apresentam uma enorme quantidade de sais. Em média, se
evaporarmos litro de água do mar, obteremos 35 g de sais. Nas áreas mais quentes, a salinidade é mais elevada do que nas águas mais frias.
SALINIDADE MÉDIA: 35 g/l

COMPOSIÇÃO APROXIMADA DE 35 g DE SAL:
27 g- cloreto de sódio
4 g- cloreto de magnésio
4 g- outros sais

A dança das águas

As águas do mar estão em constante movimen¬to, tanto no sentido horizontal como no sentido vertical. Os movimentos horizontais das águas do mar
As ondas são movimentos horizontais causados pêlos ventos. Assumem características variadas, de acordo com o tamanho que atingem, podendo ser os¬cilatórias ou transladativas (vagas forçadas). O marulho é um movimento oscilatório pro¬vocado pelo vento, que apenas "encrespa" a superfí¬cie da água. É o resultado de um movimento distante, mas que sempre se faz sentir, visto que o mar é uma única massa líquida. As ondas transladativas for¬mam-se quando há deslocamento da massa líquida e "rebentação" (surf, em inglês). De modo geral, as on¬das fazem um movimento que as levam na direção dos litorais e das praias. Veja com atenção a ilus¬tração abaixo e entenda as causas desse movimento. Existem ondas gigantes, os chamados tsunamís, formados por maremotos causados por erupções vul¬cânicas submarinas ou por abalos sísmicos que ocor¬rem no fundo dos oceanos. São muito comuns no Pacífico e arrasam tudo o que encontram pela frente, destruindo, às vezes, cidades inteiras.

Os movimentos verticais das águas do mar

O movimento vertical (sobe e desce) das águas do mar é chamado maré. As marés se completam, ge¬ralmente, em pouco mais de doze horas. O nível das águas se eleva ao longo de seis horas (fluxo ou en¬chente), até atingir uma altura que pode variar de 15 a 20 m: é a preamar ou maré alta. Depois de alguns minutos, as águas começam a descer (refluxo ou vazante), levando também seis horas para alcançar o nível mais baixo: é a baïxa-mar ou maré baixa. O que pode explicar esse movimento é a atração que a Lua e o Sol exercem sobre os oceanos. A maior proximidade faz a influência da Lua ser maior. Na lua cheia registram-se as marés mais altas, cha¬madas marés de sizígia ou de agitas vivas. Na lua no¬va, as marés são mais baixas e denominam-se marés de quadratura ou de águas mortas.

Os "rios" oceânicos

Nos oceanos existem verdadeiros "rios" que circulam à velocidade de 8 a l O km por hora e cujas características os impedem de se misturar com as águas que os circundam. São as correntes marítimas, que podem ser localizadas facilmente pelas diferen¬ças de temperatura e cor que apresentam em relação ás águas que atravessam. A principal causa das correntes marítimas são os ventos (principalmente os alísios). São os ventos :também que, junto com a rotação terrestre, determinam a direção das correntes. No hemisfério norte ;las desviam para a direita; e no hemisfério sul, para a esquerda. As correntes marítimas podem ser quentes ou :rias. As correntes quentes formam-se nas proximida¬des do Equador (baixas latitudes) e as frias, nas lati¬rdes mais altas (regiões polares). Temos ainda as cor-•entes de profundidade e as correntes superficiais.

A importância das correntes

As correntes marítimas influenciam a navega¬ção, facilitando ou dificultando a locomoção dos navios, conforme naveguem a favor ou contra uma : corrente; influenciam a distribuição das formas de vida, vegetais e animais, na superfície terrestre e, principalmente, os climas. A circulação geral das correntes pode levar as águas oceânicas das baixas latitudes até as regiões frias do sul e do norte da Terra; igualmente, as águas geladas das regiões polares são levadas para as re¬giões mais quentes pelas correntes que vêm do Ártico e da Antártida. Por isso, regiões com igual latitude apresentam climas diferentes. A corrente quente do Golfo (Gulf Stream) ameniza as temperaturas do Reino Unido e impede que os mares da Noruega se congelem. Por outro lado, a corrente fria do Labrador deixa muito mais frio o clima da costa oeste do Canadá e dos Estados Unidos. As correntes também influenciam as chuvas: a corrente fria de Humboldt, ao esfriar o ar, impede a evaporação das águas do Pacífico e, portanto, que caiam chuvas na faixa costeira, onde está uma das regiões mais secas do mundo—o deserto de Atacama no norte do Chile. O mesmo ocorre com a corrente de Bengue¬la, uma das causas da formação do Kalahari, na África.

O gelo no mar

O gelo no mar tem procedências diferentes. Os icebergs se formam a partir do gelo conti¬nental (água doce). São grandes blocos que se sol¬tam das geleiras dos continentes e passam a flutuar nos oceanos. Somente uma pequena fração do seu volume total fica emersa sobre as águas. Esse tipo de gelo representa um grave perigo para a navega¬ção, tendo sido responsável pelo naufrágio do transatlântico Titanic, ocorrido em 15 de abril de1912, em sua viagem inaugural entre a Inglaterra e os Estados Unidos. Além dos icebergs, temos as banquisas. Essas são formadas pela própria água dos oceanos e mares, quando a temperatura cai para -2 "C ou -3 °C. Na formação das banquisas, apenas as águas superfi¬ciais se congelam; as águas mais profundas continuam no estado líquido. Quando a temperatura começa a subir, a banquisa se fragmenta, formando blocos de gelo - os floesbergs, que se derretem mais rapidamente que os icebergs.

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