sábado, 10 de abril de 2010

A Dinâmica Externa do Relevo

Se você prestar atenção nas diferentes paisagens que o cerca, quando faz uma caminhada pela cidade, uma excursão a um município vizinho, uma viagem dentro do seu país ou até mesmo ao exterior, verá que cada paisagem apresenta características próprias Elas se formaram pela ação de agentes internos, sendo constantemente modificadas por agentes externos, ou seja, pela ação da água, do ven¬to e das geleiras, que desgastam, destroem e constroem formas de relevo, modelando a superfície terrestre.
Nas mais famosas e bonitas paisagens do mundo podemos reconhecer a presença dos agentes externos do relevo. O trabalho desses agentes é chamado de erosão e compreende três etapas: o desgaste, o transporte e a deposição dos materiais que formam a crosta terrestre.
Os principais agentes erosivos são: a água (que se manifesta de diferentes formas, como chuvas, enxurradas, gelo, rios, mares e oceanos), o vento e o próprio homem agindo sobre o meio natural.

O trabalho erosivo das águas

As águas das chuvas e das enxurradas

A chuva é um dos agentes erosivos mais ativos: ao cair, contínua ou intensamente sobre uma área, ela pode abrir desde pequenos buracos até grandes rachaduras no solo. À erosão provocada pelas águas das chuvas damos o nome de erosão pluvial.
A água causa o desgaste do solo, arrastando par¬te dos materiais que o compõem. Conforme o grau de agressão da força destrutiva das águas da chuva, po¬demos considerar diferentes formas de erosão pluvial:
- Erosão superficial, quando a água leva partícu¬las do solo, sobretudo se não há vegetação para protegê-lo.
- Erosão laminar, quando a quantidade de mate¬rial levado pela água é maior do que na erosão superficial.
- Erosão são sulcos, quando a enxurrada abre pe¬quenos "buracos" no solo.
- Erosão de ravinamento, forma verdadeiras "cra¬teras", que tendem a aumentar com a falta de vegetação e o mau uso do solo.
A inclinação do terreno e a falta de vegetação tornam mais intenso o desgaste provocado pelas águas da chuva. Chuvas fortes deslocam e transpor¬tam materiais nas vertentes dos morros, provocando deslizamentos e desabamentos e colocando muitas áreas em risco. Por isso, o desmatamento desorde¬nado agrava o problema de erosão em determinados lugares:
As águas dos rios
As águas dos rios, em seu percurso, retiram, transportam e depositam materiais, construindo e destruindo as suas margens. À erosão produzida pe¬las águas dos rios e das torrentes, quando escavam o leito por onde correm, damos o nome de erosão fluvial.
Esse trabalho de destruição e construção, realizado pêlos rios, depende de alguns fatores, co¬mo a natureza da rocha, a declividade do terreno, a velocidade do fluxo das águas e a força da corren¬teza. Os vales fluviais são, o mais significativo testemunho do trabalho erosivo das águas dos rios. Os mais comuns são os vales em V e os cânions. Os va¬les em V, formados pelo trabalho das águas das chu¬vas e pêlos deslizamentos de rochas e solos, carac¬terizam-se por apresentar leito margeado por vertentes inclinadas. Veja a seguir como se forma um cânion.
Água mole em pedra dura
O Grand Canyon, nos Estados Unidos, foi escavado pela força das águas do rio Colorado. Entre o ponto mais alto do rio e sua foz há um desní¬vel de 3 000 m. O cânion do Colorado é um jovem rapaz de apenas 13 milhões de anos, perto da Terra, que tem 4,6 bilhões de anos.
Quando ele se formou, os dinos¬sauros já haviam desaparecido há 52 milhões de anos. A água é a responsá¬vel por essa escultura.
Cânions são o resultado da ação erosiva dos rios sobre as rochas. Podem ser encontrados em todos os continen¬tes, mas são mais profundos em luga¬res secos, com solos de arenito, calcário ou xisto - rochas que se dissolvem mais facilmente. À medida que a água es¬cava a rocha, ela vai desnudando suas camadas e ajuda a descobrir parte da história da Terra, O Brasil também tem seus cânions, que podem ser encon¬trados na Bahia (chapada Diamantina e certos trechos do São Francisco) e no Rio Grande do Sul (Itaimbezinho e cSnion Fortaleza).
Como os rios escavam os cânions
Ao correr, os rios carregam partículas das suas margens. Quanto maior o desnível do percurso e dependendo da composição do solo, mais sedimentos a água levará embora.
Se o terreno, desde a nascente até um determinado ponto do curso, é subitamente elevado por um movimento da crosta, o rio ganha velocidade.
A força e a turbulência da corrente escavam o leito no sentido vertical, carregando todo tipo de material que estiver no caminho. Formam-se gargantas profundas, os canhões.
As fases do trabalho de modificação do relevo da superfície terrestre, realizado pêlos rios, podem ser comparadas ao que ocorre durante as etapas da vida;
• Numa primeira etapa, que corresponderia à ju¬ventude, o rio realiza o trabalho de erosão.
• Numa segunda etapa, que corresponderia à fase da maturidade, ele transporta os sedimentos e co¬meça o trabalho de acumulação.
• Numa etapa posterior, que corresponderia à ve¬lhice, predomina o trabalho de deposição de sedi¬mentos.
Quando começam a realizar a deposição de se¬dimentos, os rios formam planícies fluviais, descre¬vendo cursos sinuosos (meandros), onde podemos distinguir, de um lado, um trabalho de erosão e, de outro, um trabalho de acumulação.
Em seu trabalho de erosão, as águas dos rios es¬cavam seu leito e modelam as vertentes (lados) do vale fluvial. Entretanto, nem todos os vales têm a for¬ma em garganta, como os cânions, nos quais pre¬domina o trabalho de erosão.

O trabalho erosivo das águas do mar

As águas do mar modelam as linhas de costa, modificando constantemente os litorais. O trabalho erosivo das águas do mar também pode ser destrutí¬vo e construtivo.
As ondas, principalmente quando quebram nas partes em que o continente avança sobre o mar, arrancam fragmentos das rochas, fazendo as paredes rochosas desmoronarem, num processo erosivo de destruição. Esse poder de erosão das ondas é conhe¬cido como abrasão. As formas típicas de abrasão ma¬rinha são as falésias {costas altas),
O trabalho construtivo das águas do mar é chamado de acumulação marinha. Ocorre especial¬mente nas áreas de costas baixas, onde o mar de¬posita os sedimentos que transporta do continente, sobretudo areia. As praias são formadas pelo traba¬lho de sedimentação marinha.
Outras formas resultantes do trabalho de cons¬trução marinha:
• Restingas. São cordões de areia que se formam paralelamente à costa, quando o mar realiza um lento trabalho de acumulação ou deposição.

Recifes. São formações que podem se originar da consolidação de areia de antigas praias (recifes de arenito) ou da acumulação de corais - minúscu¬los animais marinhos - no litoral (recifes de co¬rais). O mar constrói ilhas de corais sobre vulcões submarinos, que são chamadas de atol. Tômbolas. São línguas ou cordões de areia que ligam uma ilha ao continente.

O trabalho erosivo do gelo

O gelo modela o relevo através das geleiras-massas de gelo formadas nos continentes, em regiões onde a quantidade de neve que cai é maior que a da neve que derrete.
Podemos considerar dois tipos principais de geleiras: as continentais e as alpinas.
Nas regiões de altas latitudes, extensas cama¬das de gelo cobrem tudo: planícies e montanhas. São as geleiras continentais ou inlandsis. Com o aumen¬to das temperaturas no verão, essas geleiras se frag¬mentam. Os blocos de gelo que se dirigem para os oceanos formam os icebergs - montanhas de gelo que representam um grande perigo para a navegação marítima, pois 90% do seu volume fica submerso.
Em outros lugares, as geleiras formam-se nos picos das altas montanhas, com neve permanente. São as geleiras do tipo alpino ou de vale. Elas cons¬tituem uma reserva de água doce que alimenta as torrentes e os rios durante o verão. A parte mais ele¬vada das geleiras alpinas tem forma circular e re¬cebe o nome de circo glacial. Quando esse gelo des¬liza montanha abaixo, formam-se vales glaciais, em forma de U.
As geleiras são poderosos agentes modifica¬dores do relevo, mas seu poder de erosão não é tão grande em rochas muito resistentes. A força erosiva do gelo aumenta com os fragmentos de rochas que transporta e que funcionam como uma "lixa" sobre o solo. A geleira vai acumulando e transportando de¬tritos denominados morenas ou mominas.
Os fiordes da Escócia, da Groenlândia e da No¬ruega são antigos vales glaciais localizados em lito¬rais de costas altas, que foram re-escavados profun¬damente pela ação das geleiras e invadidos pelas águas do mar.

O trabalho erosivo do vento

O vento é um agente erosivo intenso nos de¬sertos e nas praias. O trabalho do vento modificando o relevo é chamado erosão eólica e se realiza de duas formas:
- Destruição. O vento, em seu trabalho destrutivo, retira e transporta partículas mais finas das ro¬chas, em um processo denominado deflação. Ao lançá-los, com violência, contra outras rochas, acaba escavando-as, em um trabalho denomina¬do corrosão. Em decorrência desses processos, surgem grandes depressões, planaltos pedregosos ou formações com aspectos exóticos, como cogu¬melo, taça, etc.
- Acumulação. Quando o vento diminui de veloci¬dade, ele deposita os materiais que carrega, os quais constituem os chamados depósitos eólicos. Com características diferentes, esses depósitos apresentam-se sob duas formas principais:
- Dunas, formadas por uma deposição contínua, apresentam-se como grandes elevações de areia, podendo ser fixas ou móveis.
- Loess, sedimentos muito finos, quase sempre ama¬relados, e muito férteis, constituídos por quartzo, argila e calcário. Sua área de ocorrência mais co¬nhecida é a China Meridional.

6 comentários:

  1. Valew professor muito bom mas o sr, num tem a acelerada e a elementar?

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  2. Escrito tudo errado.. mas o contexto do texto foi muito bom! valew

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    1. me aponte os erros. Não confunda erros com sinais de espaços colocados pelo editor de texto do blog. Leia a respeito.

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  3. Professor deveria cuidar mais os erros de ortografia, que são por sinais bem visíveis! Mas mesmo assim ajudou um pouco. Obrigado

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