sábado, 10 de abril de 2010

A Atmosfera

Podemos definir a atmosfera como sendo uma fina camada de gases sem cheiro, sem cor e sem gosto, presa à Terra pela força da gravidade. Visto do espaço, o planeta Terra aparece como uma esfera de coloração azul brilhante.
Composição
A composição da atmosfera possibilita o desenvolvimento da vida no planeta. Esta é sua composição, quando seca e abaixo de 25 km é: Nitrogênio) atua como suporte dos demais componentes, de vital importância para os seres vivos, fixado no solo pela ação de bactérias e outros microrganismos, é absorvido pelas plantas, na forma de proteínas vegetais; Oxigênio , é responsável pelos processos respiratórios dos seres vivos; Argônio,Dióxido de carbono, Hélio, Ozônio,Hidrogênio, Criptônio,Metano Xenônio, Radônio.
O vapor d'água em suspensão no ar encontra-se principalmente nas camadas baixas da atmosfera (75% abaixo de quatro mil metros de altura) e exerce o importante papel de regulador da ação do Sol sobre a superfície terrestre, sua quantidade de vapor varia muito em função das condições climáticas das diferentes regiões do planeta.
Não existe um limite definido entre o espaço exterior e a atmosfera, presume-se que esta tenha cerca de mil quilômetros de espessura, 99% da densidade está concentrada nas camadas mais inferiores, cerca 75% está numa faixa de 11 km da superfície, à medida em que se vai subindo, o ar vai se tornando cada vez mais rarefeito
A atmosfera do planeta terra é fundamental para toda uma série de fenômenos que se processam em sua superfície, como os deslocamentos de massas de ar e os ventos, as precipitações meteorológicas e as mudanças do clima.
A temperatura da atmosfera da Terra varia entre camadas em altitudes diferentes, portanto, a relação matemática entre temperatura e altitude também varia, sendo uma das bases da classificação das diferentes camadas da atmosfera.

AS CAMADAS DA ATMOSFERA
As camadas atmosféricas são distintas e separadas entre si por áreas fronteiriças de descontinuidade
A Troposfera, tropopausa, estratosfera, estratopausa, mesosfera (50 - 80/85 km) termosfera, Ionosfera, exosfera

CLIMA

O clima compreende os diversos fenômenos climáticos que ocorrem na atmosfera de um planeta. Na Terra, eventos comuns são vento, tempestade, chuva e neve, os quais ocorrem particularmente na troposfera, a parte mais baixa da atmosfera. O clima é guiado pela energia do sol, sendo que os fatores chave são temperatura, umidade, pressão atmosférica, nuvens e velocidade do vento.
Um fenômeno climático é qualquer atividade que ocorre na atmosfera de um dado corpo celeste, tal como um planeta ou um satélite. É coloquialmente chamada de tempo. O padrão de fenômenos climáticos em um período regular de tempo é conhecido como clima.
O conjunto dos fenômenos atmosféricos (como chuva, temperatura do ar, ou vento) de uma determinada região constitui o que coloquialmente chamamos tempo, que pode mudar de um dia para o outro, ou mesmo de uma hora para outra.
A ciência que estuda as variações do tempo e do clima é chamada de meteorologia.
Os ventos afetam o tempo e, consequentemente o clima. Isso faz com que os estudos dos ventos seja importante para a meteorologia. Os ventos carregam grandes massas de água na forma de nuvens e distribuem o calor na atmosfera, interferindo na formação das chuvas.
Os fenômenos climáticos são:
• Chuva
• Furacão
• Granizo
• Neve
• Tempestade
• Tornado
• Vento

CHUVAS
As águas oceânicas e da superfície continental, graças à temperatura e aos ventos, evaporam-se e ganham altitude num movimento ascendente. Esse vapor d’água do ar constitui a umidade atmosférica, que pode ser absoluta ou relativa.
A umidade absoluta é a quantidade de vapor d’água existente numa porção de atmosfera num determinado momento. É medida em gramas pelo higrômetro.
Existe também o ponto de saturação, que é a quantidade de vapor d’água suportável por essa mesma porção de atmosfera.
A umidade relativa do ar é a relação percentual entre a umidade absoluta e o ponto de saturação. É obtida em percentagem (%) através de um aparelho chamado psicrômetro.
O ponto de saturação e umidade absoluta dependem da temperatura atmosférica e, por essa razão, geralmente são maiores nas regiões quentes e menores nas regiões frias.
Devido ao fato de nas altas altitudes reinarem baixas temperaturas, o vapor d’água se condensa, formando nuvens.
Os principais tipos de nuvens são:
• cirros: são as mais altas, ralas, raras e brancas. Não provocam chuvas;
• cúmulos: aparecem em altitudes superiores a 2 000 metros e lembram flocos de algodão;
• estratos: aparecem no crepúsculo, entre 500 e 1 000 metros de altitude, em forma de filamentos paralelos;
• nimbos: são as mais baixas e escuras. Provocam mais chuvas imediatas.
A água existente na atmosfera volta à superfície da Terra através das precipitações atmosféricas na forma de:
• neve: precipitação de cristais de gelo em forma de flocos, comum nas zonas temperadas e frias, durante o inverno;
• orvalho: precipitação de gotículas de água líquida que ocorre em noites limpas e frias, conhecidas como sereno;
• granizo: precipitação de pedras de gelo em meio a chuvas fortes (chuvas de pedra);
• chuva: precipitação de água líquida.
A geada não é uma precipitação, pois resulta de orvalho congelado já na superfície. Por essa razão é errado dizer que caiu geada em algum lugar. O correto é falar: geou ou teve geada em algum lugar.
A chuva é, no entanto, a precipitação atmosférica mais geral e importante. A quantidade de chuvas caídas numa região, durante um ano, é medida em milímetros (mm) pelo pluviômetro e constitui o índice pluviométrico.
A simples observação do índice pluviométrico de uma região não é suficiente para se determinar com exatidão a umidade do seu clima. É necessário conhecer o regime pluviométrico, isto é, a distribuição das chuvas durante o ano. Os principais regimes pluviométricos são:
• equatorial: chuvas o ano inteiro;
• tropical: chuvas no verão e estiagem no inverno;
• monções: apresenta chuvas no verão e estiagem no inverno, como conseqüência dos ventos monções;
• mediterrâneo: chuvas no inverno e estiagem no verão;
• desértico: a estiagem predomina o ano inteiro, com secas acentuadas e chuvas bastante esporádicas e irregulares, resultando um baixo índice pluviométrico;
• latitudes médias e altas: chuvas regulares e bem distribuídas durante o ano.

Pressão atmosférica é a força que o ar exerce sobre a superfície. Ela é medida em milímetros (mm), centímetros (cm) e milibares (mb) pelo barômetro.
A pressão atmosférica varia:
• Com a altitude, de um lugar para o outro;
• Com a temperatura, de um período para outro.
Quando descemos uma serra, notamos uma diferença nos ouvidos. É o aumento de pressão atmosférica, que ocorre à medida que diminui a altitude.
Baixa altitude = alta pressão
Alta altitude = baixa pressão
O aumento da temperatura, numa determinada localidade, provoca uma diminuição na pressão atmosférica.
Baixa temperatura = alta pressão
Alta temperatura = baixa pressão
Graças às diferenças de pressão atmosférica, formam-se centros de alta pressão (zona antociclonal) e de baixa pressão (zona ciclonal).
O ar que se desloca da zona anticiclonal para a zona ciclonal é o vento.

Furacões - Estruturalmente, um furacão é uma grande área giratória de nuvens, e actividades de tempestade. A fonte de energia primária de um furacão é o lançamento de calor pela condensação de vapor de água que condensa a altitudes elevadas. Por causa disto, um furacão pode ser considerado como uma máquina de calor vertical gigante.
Os ingredientes para um furacão incluem uma perturbação de tempo preexistente, oceanos tropicais mornos com temperatura superior a 26ºC, umidade, e ventos relativamente fortes no alto. Se as condições certas persistirem por muito tempo, elas podem combinar para produzir os ventos violentos, ondas incríveis, chuvas torrenciais, e inundações associadas com este fenómeno.
Os furacões são categorizados em escala de 01 a 05 de acordo com a força dos ventos denominada Escala de Furacões de Saffir-Simpson. Um furacão categoria 01 tem as mais baixas velocidades do vento, enquanto um de categoria 5 tem a mais forte velocidade do vento.
O granizo (ou saraiva) é uma forma de precipitação, composta por pedras sólidas de gelo que podem medir 5mm. Em muitas partes do mundo, é comum a tempestade com pedras de gelo do tamanho de uma bola de tênis.
O granizo forma-se quando pequenas partículas de gelo caem dentro das nuvens, recolhendo assim a umidade. Essa umidade se congela e as partículas são levadas para cima novamente pelas correntes de ar, aumentando de tamanho. Isso acontece várias vezes, até que a partícula se transforma em granizo, que tem o peso suficiente para cair em direção à terra.
Neve é um fenômeno meteorológico que consiste na queda leve, moderada ou forte de flocos de neve. Cada floco de neve é uma precipitação de uma forma cristalina de água congelada. Acontece com freqüência nas regiões de clima frio e temperado do planeta Terra.
Tempestade é um estado climático marcado por ventos fortes (como nos tornados e ciclones tropicais), trovoadas, e precipitação forte - geralmente, chuva, ou, em alguns casos, neve, neste caso, a tempestade sendo chamada de tempestade de neve. Tempestades acontecem quando significante condensação acontece - resultando na produção de água em estado líquido e cristais de gelo - acontece em um trecho instável da atmosfera. Podem ser particularmente destrutivas, tanto para o homem como para os habitats naturais.
Tornado é um pequeno, porém, intenso redemoinho de vento, formado por um centro de baixa pressão durante tempestades. Se o redemoinho chega a alcançar o chão, a repentina queda na pressão atmosférica e os ventos de alta velocidade (que podem alcançar mais de 350 km/h) fazem com que o tornado destrua quase tudo o que encontrar no meio de seu caminho.
É importante salientar que, apesar de comumente as pessoas confundirem tornados com furacões, os dois se tratam de fenômenos bem distintos. Um furacão mede centenas de quilômetros de diâmetro e a sua formação ocorre sempre sobre as águas dos oceanos, pois é de lá que ele obtém a sua energia. Sua duração pode chegar a vários dias mas quando atinge a terra firme perde a sua força até dissipar-se. Já os tornados são mais localizados (porém muito mais energéticos), apresentando um funil relativamente estreito, que raramente atinge diâmetros superiores a 1 km, e tem a duração aproximada de 20 minutos. A Escala Fujita mede a intensidade dos tornados de modo semelhante que a Escala Saffir-Simpson mensura a intensidade dos furacões.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compôem as super-células tempestuosas
O vento pode ser considerado como o ar em movimento. Resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a forma do relevo
Os Ventos Alísios são ventos que ocorrem durante todo o ano nas regiões tropicais, sendo muito comuns na América Central. São o resultado da ascensão de massas de ar que convergem de zonas de alta pressão (anti-ciclônicas), nos trópicos, para zonas de baixa pressão (ciclônicas) no Equador,formando um ciclo. São ventos úmidos, provocando chuvas nos locais onde convergem. Por essa razão, a zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas.
O Alísio de hemisfério Norte, sopra de Nordeste para Sudoeste, enquanto no hemisfério Sul, sopra do Sudeste para o Noroeste.
A sua influência é mais marcante no clima de regiões costeiras e de baixa latitude, exercendo grande importância na meteorologia insular (ilha).
Chama-se brisa a um vento próximo da superfície terrestre.
A altitudes baixas (até uns 100 metros de altitude) os ventos locais são extremamente influenciados pela superfície, sendo defletidos por obstáculos e zonas mais rugosas, e a sua direção resulta da soma dos efeitos globais e locais. No começo do dia, o aquecimento do sol faz com que o ar estagnado no fundo, mais denso e pesado, começa a fluir ao longo das encostas sob a forma de ventos de vales. Quando os ventos globais são fracos, os ventos locais podem dominar. É o caso das brisas marítimas.
Como as massas de terra são aquecidas pelo sol mais rapidamente do que o oceano, o ar em cima delas ascende e cria uma baixa de pressão no solo que atrai o ar mais fresco do mar: o que se chama uma brisa marítima. Ao cair da noite, há muitas vezes um período de calmaria durante o qual a temperatura em terra e no mar são iguais. De noite, como o oceano arrefece mais lentamente, a brisa sopra de terra, na direção oposta, mas é geralmente mais fraca porque a diferença de temperaturas é menor.
Uma monção é um vento periódico, especialmente no Oceano Índico e sudeste da Ásia. A palavra também é usada como nome da estação climática na qual os ventos sopram de sudoeste na Índia e países próximos e que é caracterizada por chuva intensa.
As monções são causadas pelo fato de a terra aquecer e arrefecer mais rapidamente que a água. No verão, a terra está mais quente que a água do mar. O ar quente sobre a terra tende a subir, criando uma área de baixa pressão atmosférica. Por sua vez, isto cria um vento constante no sentido do mar para terra, e a chuva associada é causada pela umidade do ar marítimo que, ao atingir as montanhas, arrefece e provoca condensação.
No inverno, a terra arrefece rapidamente, mas os oceanos retêm o calor mais tempo. O ar quente sobre o oceano sobe e cria uma zona de baixa pressão e forma-se uma brisa no sentido da terra para o mar.

Um comentário:

  1. O processo de formação da terra,assim como o do sistema solar, se deu de forma lenta e gradual. No processo de colisão da poeira cósmica,foram se formando os planetas,bem como,a partir da nebulosa,se formou o sol. Quando as partículas se chocaram,por atrito,foi formando o magma,logo,o plante era uma grande bola de lava. Me explique como se formou a atmosfera a partir desse fato.

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