sábado, 10 de abril de 2010

As Várias Formas da Superfície da Terra

A superfície terrestre apresenta várias "fisionomias", ou irregularidades, que chamamos de relevo. A atual aparência dessas "fisionomias" e a distribuição dos diferentes tipos de rochas (estrutura geológica) variam muito, pois são o resultado do trabalho conjunto dos agentes in¬ternos e externos que aluaram e continuam aluando sobre a crosta terrestre, durante todo o tempo geológico.
Suponha que o governo do seu estado tenha planejado abrir novas estradas na região. Seria impossível colocar máquinas trabalhando no local sem o conhecimento do terreno.
Para construir estradas, instalar indústrias, fazer um planejamento urbano, é preciso utili¬zar estratégias adequadas do uso do solo, o que requer o conhecimento das formas de relevo e de sua estrutura geológica. Desse conhecimento dependem fundamentalmente trabalhos de engenharia, arquitetura, agronomia, entre outros.
Portanto, para ocupar o meio natural sem correr riscos e, principalmente, sem degradá-lo, precisamos conhecer as características do relevo do local que vai ser ocupado.
A ciência que estuda, de modo geral, o relevo ter¬restre, damos o nome de geomorfologia. Ela explica as formas de relevo, os processos (internos e exter¬nos) de sua formação e a sua estrutura (rochas e mi¬nerais), considerando a escala das eras geológicas

Relevo continental e relevo submarino
O relevo terrestre não abrange somente a su¬perfície do continente, que é chamada relevo continental. Uma grande parte desse relevo encontra-se coberta pêlos oceanos. É o relevo submarino.

O relevo coberto pêlos oceanos
Há dois tipos de crosta; a conti¬nental e a oceânica. No fundo dos oceanos encontramos formas de relevo semelhantes às do relevo conti¬nental.
De acordo com a profundidade, podemos dife¬renciar no relevo submarino várias partes com características próprias:
- Plataforma continental. É praticamente uma continuação do continente. Vai até 200 m de profundidade, a partir do nível do mar. É uma área de deposição de sedimentos, a maior parte vinda do continente. Tornou-se uma importante área de exploração e pesquisa de petróleo.
- Talude continental. Declive acentuado que marca a passagem da plataforma para a região pelágica.
- Região pelágica. Vai de l 000 a 5 000 m de pro¬fundidade. É onde encontramos as formas de relevo submarino.
- Região abissal. Com mais de 5 000 m de profun¬didade, é a região menos conhecida da Terra. Escuridão, frio e a pressão provocada pelo enorme peso das águas oceânicas são as suas característi¬cas principais. Mesmo assim, alguns animais se adaptaram a esse ambiente.

Montanhas no fundo do mar
O assoalho oceânico não se apresenta total¬mente liso. Montanhas, cordilheiras, planícies, depressões e até vulcões são encontrados no fundo do mar, na região pelágica. Entre as diversas formas de relevo submarino, podemos destacar:
- Dorsais oceânicas. São grandes cadeias de mon¬tanhas que existem no fundo dos oceanos. Seus picos podem aparecer em forma de ilhas, como o arquipélago dos Açores, no oceano Atlântico.
- Bacias oceânicas. São o leito dos oceanos, ex¬cluindo as cordilheiras e as fossas. São mais co¬muns no Atlântico e no Índico e podem ser cha¬madas de planícies abissais.
- Montes marinhos. São montanhas submersas cujos picos não afloram à superfície. Os picos ma¬rinhos são os topos pontiagudos desses montes. Um exemplo são os montes do Imperador, no oceano Pacífico.
- Ilhas vulcânicas. São topos de vulcões submari¬nos que alcançam a superfície, formando ilhas ou arcos de ilhas, como o arquipélago do Havaí, as ilhas da Islândia e as ilhas do Caribe.
- Guyots. São antigas ilhas cujos topos foram abai¬xados pela erosão e estão submersos.

As fossas submarinas
São os pontos mais profundos da Terra. Fazem parte da região abissal. Costumam ocorrer no encon¬tro de duas placas oceânicas ou de uma placa oceâni¬ca e outra continental, A mais profunda é a fossa das Marianas, no oceano Pacífico, com -l l 034mdepro¬fundidade.

O relevo continental
A "fisionomia" dos continentes, com seus altos e baixos, é muito mais familiar a nós do que as formas de relevo submarino e, muitas vezes, interfere diretamente em nossas atividades. Por exemplo, as ladeiras íngremes de uma cidade montanhosa difi¬cultam a nossa locomoção. De outro modo, quem mora em São Paulo ou em Curitiba precisa descer a serra para chegar ao litoral e, as vezes, enfrentar grandes congestionamentos nesse percurso.
Há cidades cuja geografia lhes confere uma beleza natural, como a cidade do Rio de Janeiro, localizada "entre o mar e as montanhas". Outras apresentam características interessantes, como a cidade de Salvador, que é "dividida" pelo relevo em Cidade Alta e Cidade Baixa, unidas pelo elevador Lacerda

Poderíamos citar vários exemplos da estreita "convivência" do homem com o relevo continental, que tem como principais formas as montanhas, os planaltos, as planícies e as depressões.
- Montanhas. São formas de relevo que apresen¬tam maior altitude. Podem ter origem, forma e al¬tura diferentes.
Quanto à origem, há montanhas de dobras, de falhas, vulcânicas e de erosão.
Quanto à idade, podem ser: novas, velhas e rejuvenescidas.
Muitas vezes, as montanhas formam cadeias com quilômetros de extensão. São as chamadas cordilheiras.
- Planaltos. Superfícies que podem apresentar diferentes aspectos (serras, chapadas, escarpas, morros) e que resultam do trabalho de erosão so¬bre rochas cristalinas e sedimentares. Segundo o professor Jurandyr Ross, planalto "é uma superfí¬cie irregular, com altitudes acima de 300 m".
- Planícies. Segundo o professor Jurandyr Ross, são superfícies planas, que têm no máximo 100 m de altitude, formadas por processos de sedimenta¬ção de águas de rios, mares e lagos. Algumas pla¬nícies fluviais podem se formar em compartimen¬tos de planalto, não importando a altitude.
- Depressões. São áreas mais ou menos planas que sofreram prolongados processos de erosão. Geral¬mente, sua altitude varia de 100 a 500 m. Segun¬do o professor Jurandyr Ross, "são áreas mais pla¬nas do que os planaltos". As depressões podem ser relativas ou absolutas. As depressões relati¬vas situam-se acima do nível do mar, mas abaixo das regiões vizinhas. As depressões absolutas es¬tão situadas abaixo do nível do mar.
Os planaltos em áreas de terrenos sedimentares formam "frentes de cuestas" no contato com as depressões periféricas que os cercam.

Podemos representar o relevo de várias formas, entre as quais as mais utilizadas são a técnica das cur¬vas de nível e o perfil topográfico.
Curvas de nível
As curvas de nível são isoípsas, ou seja, li¬nhas que unem pontos de igual altitude na su¬perfície representada. Entre elas existem interva¬los iguais, que podem ser de 10, 20, 30, 40 m, e assim por diante. O intervalo existente entre uma curva de nível e outra é chamado eqüidistância.
• As curvas de nível são mais próximas quando representam terrenos elevados e mais afas¬tadas na representação de terrenos planos.
• Entre, duas curvas de nível Consecutivas há a mesma diferença de altitude.
Os rios nascem nas áreas mais altas e correm para as mais baixas.
Pontos situados na mesma curva de nível têm a mesma altitude.
A técnica utilizada para analisar o relevo do solo (ele¬vações, curvas, depressões), e que representa essas dife¬renças através de curvas nível, é chamada de topografia. A imagem resultante desses processo é a carta topográfica
A topografia é essencial pára a elaboração de projetos de engenharia, agronomia, arquitetura e urbanismo.

Perfil topográfico
A intersecção da superfície; do solo com o plano vertical que passa naquela direção é o per¬fil do relevo.
O perfil de determinada região possibilita perceber os altos e baixos do relevo no corte ho¬rizontal da carta que representa a região.

10 comentários:

  1. este grande pequeno resumo me ajudou bastante no meu trablho de geografia.....ate que em fim ainda temos pessoas interesadas ainda nesse mundo!!!!obrigada

    ResponderExcluir
  2. Me ajudou um pouquinho em uma lição de casa ...
    Adorei o plano de fundo...

    ResponderExcluir
  3. Ótima Explicação, me ajudou bastante!!!

    ResponderExcluir
  4. Excelente site. Objetivo e explicativo. Parabéns!!!

    ResponderExcluir