sábado, 10 de abril de 2010

Águas Continentais

Muitas das principais ci¬dades do Brasil e do mundo estão situadas às margens de rios ou são cortadas por eles, como, por exemplo, Manaus, representada na foto ao lado.
Além de fornecer água para o abastecimento das cidades e das indústrias, os rios são usados como vias de transporte e para gerar energia elétrica.
Muitos deles servem de limite entre países, como o rio Grande, que separa os Estados Unidos do México, e o rio Paraná, que faz fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Entretanto, os rios não são as únicas águas que existem nos continentes. Entre as águas superficiais, ou seja, que escoam sobre a superfície terrestre, existem ainda os lagos e as geleiras. Além disso, as águas podem se alojar em compartimentos subterrâneos ou aquíferos. São as águas subterrâneas, que compreendem grande parte dos recursos hí¬dricos disponíveis para o uso do homem, os chamados mananciais.

As águas subterrâneas

São as águas que se infiltram no solo após as precipitações.
Entre as rochas que formam o solo existem es¬paços vazios, denominados poros, que são ligados entre si. Absorvida pelo solo, que funciona como uma esponja, a água, graças à força da gravidade, passa por esses poros e atinge camadas mais profun¬das, armazenando-se em um reservatório, onde cir¬cula lentamente.
Toda formação geológica capaz de armazenar água em seus espaços vazios é denominada aquífero.
Existem dois tipos de aquífero. O primeiro, denominado livre ou freático, está mais próximo da superfície e pode ser facilmente aproveitado. No se¬gundo tipo, a água fica armazenada em profundidade e "presa".entre duas camadas de rochas impermeá¬veis. São os aquíferos confinados, explorados através de poços artesianos, que usam bombas e com¬pressores para extrair a água.
Na América do Sul, existe um enorme reserva¬tório de água subterrânea -o aquífero Guarani -, que ocorre em terras do Brasil, da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, e ocupa uma área de l 400 000 km2.
No Brasil, compreende os estados de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O aquífero Guarani contém cerca de 80% da água acumulada na bacia sedimentar do Paraná. Seus terrenos sedimentares, principalmente o arenito Botucatu, têm alta porosidade e alta per¬meabilidade e fazem dele um excelente reservatório de água.
Como a água subterrânea se distribuí no solo
Podemos notar, na ilustração acima, duas cama¬das bem diferentes no corte feito para mostrar o solo que armazena as águas subterrâneas. A parte supe¬rior, que se apresenta com poros, água e ar, é a zona sub-saturada ou de areação. A espessura dessa primei¬ra camada vai depender, principalmente, da maior ou menor permeabilidade das rochas aí existentes.
Quando, a partir de certa profundidade, todos os poros estão cheios de água (não há mais ar), temos a zona saturada ou reservatório de água subterrânea.
O limite entre as duas zonas chama-se nível hidrostático ou superfície piezométrica. Sua altura depende de uma série de fatores como: tipo de rocha,
tipo de relevo, clima (maior ou menor intensidade de chuvas). Quanto mais seco for o clima, mais baixo é o nível hidrostático. Chuvas finas e passageiras pe¬netram apenas superficialmente no solo; desse mo¬do, o nível hidrostático pode estar mais alto, em épocas com maior intensidade de chuvas, e mais baixo, em épocas em que chove pouco.
Alguns reservatórios subterrâneos podem atingir maiores profundidades, enriquecendo-se com sais provenientes de rochas ou alcançar temperatu¬ras elevadas. São as chamadas águas minerais e po¬dem possuir características físico-químicas de uso terapêutico.
As águas subterrâneas têm grande importância, não só por representar a maior parte da água doce líquida do planeta, mas por ser muito utilizadas, tanto para a agricultura como para o abastecimento urbano.

As águas correntes de superfície

As águas que não se infiltram no solo escorrem pela superfície, em caráter permanente, intermiten¬te e esporádico.

Os rios

Podemos definir rio como uma corrente de água permanente, que leva o excesso das águas con¬tinentais superficiais até os oceanos, mares e lagos.
Os rios se diferenciam uns dos outros pelo ta¬manho, pelo tipo de terreno que percorrem, por seu regime hidrológico e por sua fonte de alimentação.
Por fonte de alimentação, entendemos a maneira pela qual o rio é alimentado, isto é, recebe suas águas. Nesse caso existem basicamente três tipos de alimentação: pluvial, nival, ou glacial, e plúvio-nival.
As águas das chuvas ou do degelo escoam, normalmente, dos pontos mais altos para os mais baixos. Ao se juntarem com as águas que brotam das fontes, formam pequenos cursos de água, que ganham vo¬lume, originando os rios.
Os rios de origem pluvial são alimentados pelas águas das chuvas. Entre eles, há os que se formam a partir de nascentes provenientes de um lençol de água subterrânea, ou de lagos, que, por sua vez, são alimentados pelas chuvas.
Os rios de origem nival são formados e alimentados pelo derretimento das geleiras e da neve, sendo característicos de regiões frias ou próximas das altas montanhas.
Alguns rios são alimentados tanto pelas águas das chuvas como pelo derretimento das geleiras e da neve. São rios de origem plúvio-nival. Um exemplo é o Amazonas, que recebe tanto as águas do degelo dos Andes, como das chuvas que caem abundantemente na região.

Regime fluvial

O volume das águas de um rio não é o mesmo em todo o seu curso e durante todo o ano. Existem épocas em que diminui muito, ou o rio chega mesmo a secar completamente. É o período de estiagem ou de vazante. Ao contrário, quando as águas atingem seu volume máximo, é a ocasião das cheias e de enchentes arrasadoras.
Desse modo, podemos dizer que a estiagem ocorre quando as águas do rio atingem seu menor volume; e as cheias, quando o volume chega ao máxi¬mo. Essas duas situações geralmente se repetem to¬dos os anos, na mesma época. A esse ritmo de estiagens e cheias dos rios, chamamos de regime fluvial.
Os regimes fluviais dependem do clima da região onde o rio está localizado. Os principais são:
- Equatorial: com chuvas abundantes e pouca va¬riação de volume de água. Ex.: Amazonas, na Amazônia.
- Tropical: a estação chuvosa (verão) e a estação seca (inverno) são bem definidas. Ex.: São Fran¬cisco, no Brasil.
- Nival ou alpino: as cheias são provocadas pelo derretimento da neve (primavera). Ex.: Rio Tibre, na Itália.
- Polar: os rios permanecem congelados de quatro a seis meses no ano. Ex.: Rio Lena, na Rússia.

Bacia e rede hidrográfica

Os rios estão organizados hierarquicamente, for¬mando uma rede hidrográfica: rio principal, afluen¬tes e subafluentes.
A área drenada por uma rede hidrográfica é de¬nominada bacia hidrográfica.
As partes mais elevadas do relevo, como os pla¬naltos e as montanhas, separam os rios da rede hidro¬gráfica, delimitando as suas respectivas bacias. São os chamados divisores de água ou interflúvíos.

O caminho de um rio

Durante o caminho percorrido pelo rio, suas águas realizam um incansável trabalho de erosão, transporte e deposição de sedimentos, desde a origem até o local onde são lançadas.
Esse caminho é chamado curso de um rio, que segue sempre de um local mais alto para outro mais baixo. O local de origem de um rio é chamado nascente e é o ponto mais alto de seu curso, ou curso superior; o local onde o rio lança suas águas é a foz, que fica em seu curso inferior, no nível do mar, de outro rio ou lago.

O destino das águas dos rios

O destino final das águas fluviais são as águas dos oceanos e mares, com exceção dos rios que desembocam em lagos interiores ou em regiões desérticas. Os ribeirões desaguam em rios, que por sua vez lançam suas águas em rios maiores, até atingir o oceano,
Mas nem sempre a foz de um rio é igual a de outro. Tipos de terreno, profundidade do leito, volu¬me de água são características que tornam possível a existência de vários tipos de foz. As principais são:
• Estuário: desembocadura larga e profunda, onde o rio lança suas águas sem obstáculos.
• Barras: nesse tipo de desembocadura, os rios car¬regam grande quantidade de sedimentos e lan¬çam suas águas em mares pouco profundos. Com o tempo, o material acumula-se na foz, formando um obstáculo para a saída das águas fluviais.
• Delta: quando a quantidade de sedimentos trans¬portados pelas águas dos rios é muito grande, for¬mam-se, em sua desembocadura, pequenas ilhas que dividem as águas em vários canais. A forma triangular da foz do rio Nilo lembra a letra grega delta. Por esse motivo, todo tipo de foz, constituí¬da por vários canais, recebe esse nome.

Os rios e o clima

Águas correntes, relevo e clima são conceitos intimamente relacionados.
O tipo de clima da região onde estão localizados os rios, bem como a quantidade e a forma das precipitações (chuvas ou neve), influencia direta-mente a sua formação e o seu volume de água e, conseqüentemente, seu regime. Por isso, conforme o es¬coamento de suas águas, podemos distinguir três tipos principais de rio:
• Rios efêmeros: são as torrentes que se formam em regiões de montanhas, por ocasião de fortes chuvas. São constituídos por uma bacia de recepção, onde se acumula a água, e um canal pot onde ela escorre. Na sua desembocadura, acumu¬lam-se sedimentos arrastados pelas águas em seu caminho, formando um depósito denominado cone de dejeto.
• Rios perenes: são os rios que não secam durante a estiagem, conservando seu volume durante o ano todo.
Rios temporários ou intermitentes; em regiões áridas e semi-áridas, os rios, muitas vezes, praticamente só existem na estação das chuvas. Na época da estiagem, tornam-se verdadeiros cami¬nhos de areia.

Os rios e o relevo

Como vimos, as águas dos rios são responsáveis pelo aspecto de várias formas do relevo terrestre.
Conforme o relevo da região que atravessam, os rios podem ser, ainda, de planalto ou de planície. Os cursos dos rios de planície têm pouca declividade, sendo ótimos para a navegação. Os rios de planalto possuem cursos acidentados, com corredeiras e quedas d'água, e são ideais para a produção de ener¬gia elétrica.
No estado de Alagoas, as lagoas costeiras re¬sultam de antigos estuários invadidos pelas águas do mar e fechados por restingas. Quando as lagoas costeiras têm comunicação direta com o mar, são de¬nominadas lagunas, como a laguna dos Patos, no Rio Grande do Sul.
Em outras partes do mundo, encontramos la¬gos das mais variadas origens. Dentre eles, os mais comuns são:
- Lagos tectônicos, alojados em depressões ou fos¬sas tectônicas. Ex.: Tanganica (África oriental) e Titicaca (América do Sul).
- Lagos vulcânicos, alojados em crateras de vul¬cões. Ex.: Atitlan (Guatemala).
- Lagos glaciais, formados em depressões cavadas pelas geleiras, onde se acumulou a água prove¬niente do degelo. Ex.; Grandes Lagos da América do Norte (Superior, Ontário, Erie, Huron, Michigan).

• Lagos

Os lagos não são comuns no Brasil. Nossos la¬gos são, em sua maioria, de barragem, como as lagoas costeiras e os lagos amazônicos.
Os lagos de barragem formam-se quando um obstáculo natural represa as águas dos rios ou do mar. No litoral, cordões arenosos (restingas) podem fechar antigas baías e enseadas, formando lagoas costeiras.

• Geleiras

As geleiras ou glaciais restringem-se às áreas polares e às altas montanhas. Nas regiões polares formam-se os inlanadisis. Nas altas montanhas, o gelo acumula-se nos circos glaciários (depressões), de onde transborda, formando "vales de rios congela¬dos",

9 comentários:

  1. ótimo,. agora como bibliografia, eu coloco:
    espaconaturalTOCOLANDO... *-*
    fez de propósito né? boooa (:

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  2. vlw aii vic !
    ei se a prof perguntar eu naum colei de vc ok?!
    kkkk
    fui...

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  3. vish acho q minha prof de geo vai dar uma passadinha por aqui

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. chatoooooooooooooooooooo muito chatooooooooooooo indiota


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  6. pode ter me ajudado mas a bibliografia é péssima

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  7. pode ter me ajudado mas a bibliografia é péssima

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